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Sunday, 15 March 2009

Quem passa por Mombasa não passa sem lá voltar

É verdade, uma semana depois da primeira viagem a Mombasa, o apelo da costa e das águas quentes do Índico foi completamente irresistível. Novamente a bordo da Fly 540, desta vez no voo das 6h45 da manhã, rumámos para leste a caminho de Mombasa.

Pelo caminho e olhando para sul uma surpresa! O imponente Kilimanjaro com as suas neves despontava do manto de nuvens.

Kilimanjaro avistado da janela do ATR-42 da Fly 540


Aterragem em Mombasa


À chegada a Mombasa alugámos um carro de uma forma completamente impulsiva, em plena rua, dado que os balcões rent-a-car tradicionais ainda se encontravam fechados. Lá partimos em busca da parte antiga da cidade sem mapa, apenas um mapa rudimentar do guia Lonely Planet. Após alguns erros de navegação, lá estavamos novamente no Forte Jesus. Uma visita rápida, para mostrar ao colega que ainda não conhecia o forte e partida para o motivo da viagem: as praias do Sul.

O nosso "guia" na segunda visita ao Forte Jesus levou o papel a sério nas explicações sobre os costumes da época


Mombasa é uma ilha/península rodeada de água a Norte, Este e Sul. Para atravessar para Sul é necessário atravessar no Likoni Ferry. Centenas de pessoas aguardam as aberturas dos portões para se precipitarem para o ferry já preenchido de carros. As imagens tentam descrever estes momentos, contudo é difícil descrever este local, os cheiros, as pessoas e os sons.

Carros a aguardar a travessia


Partida de mais um ferry


Na outra margem, testemunhámos um dos piores sitios em termos das condições em que as populações vivem comparando com os diversos locais que já visitámos no Quénia.

Cais do lado de Likoni


Homem em Likoni


Casas de Likoni


Os carros de mão são muito comuns na costa


Continuando para Sul as a primeira paragem foi em Tiwi Beach. Neste local encontrámos uma extensão de praias desertas acessíveis apenas por estradas de terra batida, que nos conduzem aos lodges. A paisagem é muito diferente das praias que habitualmente frequentamos, a água é incrivelmente agradável.

Estrada para Tiwi Beach - o mar é ali ao fundo!


O nosso carro em primeiro plano e os bungalows que se podem alugar


Tiwi Beach


Outro local de Tiwi Beach mais deserto


Tiwi Beach - ao fundo o recife de coral


Outro recanto de Tiwi Beach


Depois de várias horas nas águas quentes da praia de Tiwi e de caminhar em cima do recife de coral, voltámos à estrada em busca da famosa Diani Beach. Bastante mais desenvolvida, esta praia conta com vários resorts e acesso por estrada alcatroada. Passámos o resto da tarde no conhecido bar "Forty Thieves", um simpático bar com chão de areia, em plena praia, com música ao vivo e um cenário digno de um postal.

Numa mesa do Forty Thieves - a grande cerveja Tusker Malt em grande plano


Diani Beach


O bar "Forty Thieves"


O ambiente estava tão bom que por pouco iamos perdendo o avião, conduzindo apressadamente nas estradas escuras a caminho de Likoni evitando peões e Matatus!

Mais um domingo daqueles para mais tarde recordar. Um terceiro regresso a Mombasa ainda está no horizonte. A ver vamos ...

Até breve!

Thursday, 12 March 2009

Matatu

Quem tem alguma experiência em África conhece este tipo de meio de transporte. Em Nairobi quase não existem autocarros. A espinha dorsal da rede de transportes públicos é assegurada pelos característicos Matatus. Um Matatu é geralmente uma carrinha de fabrico japonês (Toyota ou Nissan) do tipo Hiace que presta o serviço de "autocarro". Claro que não há paragens pré-definidas, nem indicação para onde o Matatu vai. Mas basta perguntar ao condutor e pagar os 10 Shillings (10 cêntimos de Euro) e entrar no meio da confusão.

Existem Matatus em muito mau estado, muitos adeptos do tunning que levam ao extremo a configuração dos seus Matatus, com potentes sistemas de som, luzes e ecras de LCD.

Matatus


Já experimentei e digamos que foi diferente. Tenho andado mais de taxi para todo o lado, desodorizante não é o produto mais vendido por aqui :)

Sunday, 8 March 2009

Mombasa

Desde que cheguei ao Quénia que a curiosidade de visitar a cidade de Mombasa era difícil de conter. As razões eram várias, desde a atracção do Oceano Índico, a diversidade cultural e claro está a forte ligação de Portugal a esta cidade do país que hoje em dia chamamos Quénia.

A cidade de Mombasa (ou Mombaça na grafia Portuguesa) foi fundada no século XI por mercadores árabes sendo posteriormente ocupada por forças de Portugal entre 1593 e 1698 e novamente entre 1728 e 1729. É precisamente das suas origens árabes que vem o nome actual desta cidade costeira – Manbasa. O povo Swahili denomina-a de "Kisiwa Cha Mvita" que significa "Ilha da Guerra" devido às diversas mudanças em termos de soberania da cidade.

O primeiro Português de renome a visitar Mombasa foi Vasco da Gama em 1498. Dois anos depois, a cidade foi saqueada pelos Portugueses. Alguns anos mais tarde, em 1528 Portugal atacou novamente Mombasa e em 1593 concluiu a construção do grandioso Forte Jesus, local onde aliás iniciámos a nossa visita. Desde esta altura a cidade foi governada por um capitão-mor e em 1638 tornou-se formalmente uma colónia Portuguesa subordinada a Goa, constituindo uma das praças-fortes da rota da Índia.

Em 1698, a cidade foi reconquistada pelos árabes do Sultanato de Oman, subordinada a Zanzibar. Trinta anos mais tarde os Portugueses, por intermédio de Álvaro Caetano de Melo Castro de 1728 a 1729 voltaram a marcar presença nesta importante cidade da costa africana. A partir desta data o domínio foi partilhado entre Britânicos e Árabes. Finalmente foi integrada no Protectorado Britânico da África Ocidental até à independência do Quénia.

Actualmente, Mombasa é a segunda maior cidade do Quénia com cerca de 900 mil habitantes e um importante porto marítimo.

Os 487 km que separam Nairobi de Mombasa são uma autêntica aventura de carro, especialmente à saída de Nairobi. A duração da viagem é no mínimo umas de 6h. De comboio a viagem demora 13h, com direito a jantar e pequeno-almoço. Portanto a melhor solução para uma viagem de fim-de-semana é sempre o avião. Para além da Kenya Airways, várias companhias de menor dimensão oferecem o serviço de ligação a Mombasa. A opção recaiu pela Fly 540, uma companhia que opera ATR-42 e Dash-8, que são aviões bimotor a hélice. Nesta companhia trabalha uma portuguesa nossa conhecida que faz o favor de nos aturar com os pedidos de reserva.

ATR-42 da Fly 540


Cabine do ATR-42 :)


A caminho de Mombasa


Safety card da Fly 540 (para os aficionados)


Terminal do aeroporto internacional de Mombasa


A caminho da cidade


Os famosos taxis de Mombasa


É com alguma dose de emoção que entramos pela porta principal do imponente Forte Jesus, que do alto dos seus 416 anos está em grande "forma". Localizado num local estratégico da ilha de Mombasa este forte controlava a entrada do antigo porto de Mombasa.

Entrada principal do Forte Jesus


No interior do Forte

Um dos canhões Portugueses


A entrada do antigo porto de Mombasa


Um português no forte mais de 400 anos depois :)


Forte Jesus

Vista do alto do Forte


Depois de uma rápida volta pela cidade, é tempo de ir para a praia para a estreia absoluta no Oceano Indico.

Centro da cidade

Bairro dos arredores


A praia escolhida quase por acaso foi a praia de Bamburi na costa norte de Mombasa. Pode não ser a praia mais idílica, mas o calor e as águas quentes do Índico compensam tudo. E de facto estas águas tornam esta zona costeira irresistível.

Piscina do Kenya Beach Hotel


Bamburi Beach


Maré baixa


Apenas um incómodo nesta zona que são os famosos Beach Boys, não os famosos músicos californianos, mas sim os vendedores de praia. Tornam quase impossível estar estendido na toalha a apanhar sol tal é o assédio.

Um dos muitos Beach Boys


Uma curiosidade :)

Voo de regresso a bordo de um Dash-8 da Fly 540


Após a descolgem de Mombasa


Mais tarde e depois de falar com os locais descobrimos que a zona sul é bastante melhor, contudo e para uma primeira experiência, Bamburi Beach marcará para sempre o local do primeiro mergulho no Oceano Índico!

Sunday, 1 March 2009

Golfe ao fim da tarde

Sendo o Quénia uma ex-colónia Inglesa, muitas das tradições britânicas ainda estão bem presentes. Existem vários campos de golfe na região de Nairobi e muitos adeptos desta prática. A convite de um dos nossos colegas quenianos, fomos a um dos clubes de golfe públicos com a particularidade de este partilhar o espaço com uma pista de corridas de cavalos.

Pista de corridas de cavalos


E o campo de golfe no meio


A iniciação ao golfe não poderia ter corrido melhor. O nosso colega explicou os fundamentos e após umas dezenas de tacadas falhadas, lá foram saindo algumas tacadas a atingir as 100 jardas com um ferro 7.

Paulo "Tiger Woods" Correia

Por este andar pode ser que daqui a muitos anos seja possível atingir o nível do Tiger Woods :)