Com este relato, iniciamos assim uma ronda pelas viagens já efectuadas e naturalmente com algum interesse para divulgar aqui.
Claro que muitas delas foram efectuadas ainda no tempo das máquinas fotográficas tradicionais pelo que não há provas documentais :)
Tuesday, 6 March 2007
Escandinávia 2006
Posted by Paulo Correia at 15:34 2 comments
Thursday, 1 March 2007
Escandinávia 2006 - 4ª parte
Oslo e o regresso à Suécia
Deixámos os extraordinários "fjords" para trás com vontade de voltar um dia e rumámos para sudeste em direcção à capital Norueguesa: a cidade de Oslo.
Na viagem pelo interior da Noruega atravessámos diversos túneis bastante longos, alguns deles com a particularidade de terem zonas com autênticos espectáculos visuais para prevenir a fadiga. Sempre com Oslo na mira seguimos para Este atravessando mais alguns fiordes, alguns deles em percursos de ferry.
(no interior do túnel: diferente!)
(casa norueguesa)
(cascata)
(mais um ferry para atravessar mais um fjord)
Pelo caminho ouve ainda tempo para um visita a um pequeno glaciar que obrigou a um arriscado percurso de off-road para o pequeno Atos Prime.
(igreja invulgar)(no país da neve)
(mais um túnel, tanta neve!)
(a caminho do glaciar, humm não sei se é boa ideia eheh)
(depois de um percurso off-road e a primeira experiência de "condução" no gelo, glaciar à vista!)
Nesta altura do ano e nestas latitudes os dias estão a começar a ficar bastante longos, e pela primeira vez experimentámos a sensação de ver o pôr-do-sol perto das 23h00!
Com o aproximar da noite encontrávamo-nos a atravessar um local magnífico: um vale ou planalto no culminar de uma longa subida de uma das muitas montanhas deste país. A estrada ladeada de altas paredes de neve impressionou bastante no meio da ténue luz de fim do dia. No meio do nada um hotel. Ainda parámos para perguntar preços, mas estavam lotados. Restou-nos continuar caminho e descer a montanha.
Aqui começou o único episódio mais desafiante desta viagem: a escassez de combustível. Ao contrário do que estamos habituados em Portugal, por estas paragens não há muitos habitantes e passam-se quilómetros sem avistar povoações. A “ajudar” a situação as bombas de abastecimento que fomos avistando estavam já fechadas e o carro a entrar na reserva. Esta situação custou-nos então uma noite mal dormida, enfiados nos sacos cama comprados para outras temperaturas. Ao menos o dia seguinte foi longo já que o frio intenso que sentimos durante a noite dentro do carro, ajudou a acordar cedo, e assim que o posto de combustível da pequena localidade de nome impronunciável em que pernoitámos abriu, lá atestámos o carro e rumámos a Oslo.
(pôr-do-sol tardio)
(o crepúsculo perto da meia-noite)
(quase meia noite, a atravessar a montanha)
A capital da Noruega (http://pt.wikipedia.org/wiki/Oslo) é uma cidade ligada ao Oslofjorden e portanto muito ligada à água. Apenas tivemos tempo para visitar os jardins do palácio real e um dos museus da cidade. A impressão que ficou sobre a cidade para tão pouco tempo de permanência é bastante positiva.
(centro de Oslo)
(museu em Oslo)
(bicicletas públicas em Oslo)
(palácio real)
(guarda real)
(porto de Oslo)
Já tínhamos investigado sobre a capital Norueguesa e havíamos constatado que é uma das cidades mais caras da Europa. Assim decidimos visitar a cidade durante o dia e atravessar a fronteira à noite para ir dormir já na Suécia.
Escolhemos a cidade de Orebro (http://www.orebro.se/english) por ser mais ou menos a meio do caminho de Oslo para Estocolmo e foi uma boa aposta. Uma cidade muito simpática com preços bem mais simpáticos e ainda por cima estava em festa! Mais uma vez muito bem instalados mesmo no centro da cidade que é a sétima da Suécia em temos de população com 127 mil habitantes.
(Centro de Orebro)(Orebro)
Depois de uma noite bem melhor que a anterior partimos já com muita vontade de voltar a terras Escandinavas. Chegámos ao aeroporto de Arlanda com antecedência, a tempo de entregar o carro, e embarcar com direcção a Lisboa em mais um voo na TAP.
(Aeroporto de Arlanda, Estocolmo)Ficam para trás dez dias intensos, cheios de aventuras e histórias para contar por paisagens deslumbrantes e com uma visão do que com alguma organização se consegue fazer: atingir um nível de civilização impressionante. Uma experiência a repetir, sem dúvida!
(fim da 4ª e última parte)
Posted by Paulo Correia at 04:00 2 comments
Escandinávia 2006 - 3ª parte
Noruega e os magníficos "fjords"
A chegada matinal a Kristiansand no sul da Noruega, após uma noite a bordo do barco da Color Line, levou-nos a um dos poucos postos fronteiriços "à antiga" que ainda persistem na Europa Ocidental. Provavelmente a maioria dos Europeus não sabe mas um dos países mais ricos do mundo, a Noruega, não faz parte da União Europeia, e portanto é preciso passar uma fronteira para entrar no país. O processo foi célere depois de respondidas às perguntas da praxe: ao que vamos, quanto tempo ficaríamos, quanto dinheiro trazíamos, etc.
Kristiansand é uma cidade portuária, muito organizada, aliás como a grande maioria destas cidades nórdicas, sendo a quinta cidade Norueguesa em termos de população.
(Kristiansand)
Depois de uma breve visita à cidade partimos para norte para o melhor percurso da nossa viagem: a estrada costeira até Bergen.
(E39 de Kristiansand a Stavanger)
(E39 de Stavanger a Bergen)
Este percurso de cerca de 500 km demora várias horas a percorrer devido aos diversos percursos que têm de ser feitos de barco. Este facto para quem vem do sul da Europa é de sem dúvida uma novidade. A estrada E39 tem percursos que apenas são possíveis de ferry-boat e este é um dos grandes atractivos desta viagem. Ao longo do caminho somos brindados com a alternância entre pequenas cidades e magnificas paisagens.
Desde veados, a lagos gelados, passando por inúmeras cascatas de água cristalina as fotos falam por si!
(Lago gelado)
(Lago gelado II)
(Riacho)
(Lago gelado III)
(Perigo Alces!)
(Lagos, perdemos-lhes a conta)
(Noroeste para o Ferry)
(Um dos ferrys da E39)
(a bordo do Ferry)
(túnel :D)
(Mais um ferry)
(Chegada à outra margem do fjord)
O conceito de fjord não é conhecido pela maioria das população mundial, visto não ser um tipo de paisagem geológica habitual. Fica aqui uma definição:Fiorde é uma grande entrada do mar envolta de altas montanhas rochosas. Os fiordes situam-se principalmente na costa oeste da península escandinava onde são um dos elementos geológicos mais emblemáticos da paisagem, e têm origem na erosão das montanhas devido ao gelo.
A sua origem remonta a aproximadamente 12 mil anos, quando o mar ocupou os espaços que os glaciares haviam escavado na costa atlântica durante a última Era Glacial. Essas enormes entradas de relevo podem chegar a centenas de quilômetros, da costa para o interior. São circundadas por falésias separadas entre si por poucos quilômetros. in Wikipédia
Após muita estrada e muita água chegámos finalmente a Bergen.
Bergen é a segunda maior cidade da Noruega e fica situada na costa ocidental do país. Ficámos muito bem impressionados com esta cidade com cerca de 250 mil habitantes, rodeada de sete montanhas e cuja parte antiga da cidade, denominada de Bryggen, é considerada património mundial pela UNESCO desde 1979. É igualmente desta cidade que parte o navio que percorre os fiordes para norte até ao mítico North Cap. Ficámos de lá voltar para viajar até ao Cabo Norte.
Como sempre nestas viagens não tínhamos rigorosamente nada marcado para a estada em Bergen, e partimos então à procura de um sítio para dormir. Não foi muito surpreendente quando verificámos que todos os sítios fora do circuito "backpacker" eram caríssimos. Acabámos por encontrar um pequeno hotel meio familiar com uma boa relação qualidade preço.
(o quarto de hotel em Bergen)
E dai partimos à descoberta de Bergen. A passagem pela parte antiga da cidade com as suas casas de madeira era obrigatória, bem como a subida de uma das colinas no teleférico para uma deslumbrante vista sobre a baía de Bergen!
(centro de Bergen)
(estranho!)
(Bryggen)
(Bryggen)
(Bryggen)
(teleférico para o miradouro)
(vista sobre a magnifica baía de Bergen)
(baía de Bergen)
A visita ao mercado do peixe é igualmente recomendável para quem visita Bergen.
(mercado do peixe em Bergen)
(no mercado do peixe)
De Bergen partimos para outra das paragens muito famosas desta região: a pequena cidade de Flåm. Pelo caminho o GPS registou o record (até agora!) de latitude: 61º N
Flåm impressiona o visitante pela magnífica beleza natural. Esta pequena cidade é localizada no maior fiorde do mundo, o Sognefjord. Este fiorde tem nada mais nada menos que 204 km de comprimento e 1308 m de profundidade. Flåm é rodeada por diversas encostas, montanhas com cumes cobertos de neve e diversas quedas de água. É acessível por carro, barco e pelo famoso Flåm Railway: um caminho de percorrido por antigas locomotivas a vapor e com um percurso de montanha que tivemos pena de não ter tempo para experimentar.
Em Flåm optámos por ficar no parque de campismo que alugava bungalows. Não esperávamos era que os bungalows fossem pequenos chalés de montanha! Tivemos direito a pernoitar num chalé com sala, dois quartos, cozinha e casa de banho, num cenário deslumbrante, no meio das inclinadas encostas do fjord. O silêncio durante a noite impressiona qualquer habitante citadino. Uma experiência inesquecível!
(a estação de Flåm)
(vista de Flåm)
(um dos comboios do Flåm Railway)
(vista do chalé, ainda bem que despachamos esta máquina)
(a cozinha do chalé)
(a sala do chalé)
(de manhã)
(o chalé e a "pandeireta")
(o Sognfjord)
De Flåm seguimos pelo interior da Noruega em direcção a Oslo. Mas esse relato fica para a 4ª e ultima parte desta viagem!
(fim da 3ª parte)
Ir para a 4ª parte da viagem
Escandinávia 2006 - 2ª Parte
De Estocolmo a Copenhaga e a travessia da Dinamarca
Deixámos para trás Estocolmo rumo a sul em direcção a Malmo. Pelo caminho ao longo da auto-estrada (sem portagens!) avistamos os bonitos lagos que abundam por toda a Suécia. O objectivo para a primeira etapa de estrada era chegar a Copenhaga, a capital Dinamarquesa.
Aqui a grande atracção era a travessia da nova ponte que liga a Suécia à Dinamarca através do estreito de Oresund. Durante anos esta travessia era apenas possível de ferry-boat, mas desde Julho de 2000, data da conclusão desta magnifica obra os dois reinos europeus ficaram ligados por meios viários e ferroviários.
Perto de Malmo (Suécia) a auto-estrada E20 conduz-nos a esta espantosa ponte de 7845 metros e com o pilar mais elevado a atingir 204 metros. A distância coberta pelo tabuleiro da ponte é apenas cerca de metade do estreito de Oresund sendo que a restante distância do trajecto é completada pela característica mais espantosa desta ponte: um túnel subaquático!
Para tal foi construída uma ilha artificial denominada de Peberholm, onde o trajecto é efectuado ao ar livre numa distância de 4055 metros sendo que os restantes 4050 metros já do lado Dinamarquês são dentro do túnel subaquático propriamente dito. A ponte tem 4 faixas e por baixo duas linhas de comboio sendo que a maioria do tráfego naval no estreio atravessa por cima do túnel na zona que se designa por estreito de Drogden. A portagem é cara (cerca de 35€) mas valeu bem a pena.
A fotos falam por si!
(a ponte de Oresund)
(na ponte)
(a ilha artificial de Peberholm)
(à entrada do tunel)
Do outro lado do túnel estamos já na Dinamarca, perto do aeroporto de Kastrup. Daqui partimos à descoberta da cidade de Copenhaga, a capital Dinamarquesa. Visitámos o antigo castelo real, o museu nacional, e percorremos a cidade utilizando as bicicletas públicas (e gratuitas) que estão disponíveis por toda a cidade.
(colecção de moedas, museu nacional, Copenhaga)
(palácio real, Copenhaga)
(interior do palácio nacional, Copenhaga)
(os canais e os barcos de Copenhaga)
(museu de arte, Copenhaga)
Experimentámos também o que a cidade de Copenhaga tem para oferecer: os vários bares e a excelente cerveja Carlsberg. Não é em vão que os dinamarqueses são apelidados de os latinos do norte :)
(as esplanadas com aquecimento e as mantas para as pernas)
Após dois dias bem passados nesta capital Escandinava, regressámos novamente à estrada em direcção ao norte do país. A Dinamarca é um país com uma geografia curiosa que associa várias ilhas a uma parte continental que faz fronteira a sul com a Alemanha.
Em Roskilde, cidade situada na mesma ilha onde se situa Copenhaga, visitámos o bonito castelo local, antes de prosseguirmos em direcção ao primeiro de muitos trajectos de ferry-boat que haveríamos de fazer nesta viagem.
(exterior do castelo de Roskilde)
(castelo de Roskilde)
Apesar de ser possível viajar sempre por estrada, visto que existem várias pontes a ligar as ilhas, optámos por "meter" o carro a bordo de um barco e atravessar para a cidade de Aarhus já na parte continental da Dinamarca.
(uma experiência nova: carro a bordo de um ferry boat)
(a caminho de Ahrus, Dinamarca)
(o Lonely Planet e o GPS no mar!)
Em Aalborg parámos apenas para jantar já que o objectivo do dia era chegar a horas de apanhar um gigantesco barco da Color Line para atravessar o mar do norte em direcção da Noruega. Chegámos em cima da hora para o ferry das 1h da manhã e depois do posto de controle reparámos que o meu nome tinha ficado registado como Baulo! Algo que para nós não faria qualquer sentido, mas naquelas paragens e dada a grande diferença linguística este estranho nome pareceu perfeitamente verosímil para o funcionário da companhia de ferrys.
(o enorme barco tinha, slot machines, supermercado e cinema, nos seus nove pisos)
(depois de uma noite dormida a bordo do Christian IV, chegámos a Kristiansand na Noruega!)
(foto parcial do Christian IV)
Para trás ficava a sensação que este país dos famosos Legos tem muito ainda para visitar.
(fim da 2ª parte)
Ir para a 3ª parte da viagem
Escandinávia 2006 - 1ª Parte
Estocolmo: Abba e meatballs!
A primeira viagem que retiramos do baú foi realizada em Abril de 2006 e foi nada mais, nada menos do que um raid por terras Escandinavas.
O melhor tipo de viagens é sem dúvida a viagem sem roteiro pré-programado. Nesta viagem à Escandinávia partimos apenas com duas certezas: íamos viajar de avião e a chegada e o voo de regresso seriam na Suécia, mais propriamente na capital Estocolmo. Tudo o resto foi planeado já no terreno e à medida que íamos conhecendo a região.
Adquiridos os bilhetes e o indispensável guia da Lonely Planet (pode haver melhores guias, mas já estamos habituados a esta marca) partimos a bordo da TAP em direcção do aeroporto de Arlanda em Estocolmo. À chegada ficámos hospedados num fabuloso hotel no centro da cidade, próximo da estação de comboios e onde constatámos a queda que estes Suecos têm para o mobiliário e a decoração.
Estocolmo é uma cidade extraordinária, assente em 14 ilhas que fazem parte de um arquipélago de milhares de ilhas e onde o lago Mälaren se encontra com o mar Báltico. Como fomos em meados de Abril já não apanhámos o pico do gélido clima Escandinavo sendo que a temperatura estava para a região bastante amena. A cidade para além da presença constante da água tem igualmente uma limpeza e organização fantásticas. A bicicleta é um meio de transporte de eleição e existem muitos monumentos e museus para visitar. Esta é também a cidade onde anualmente são atribuídos os prémios Nobel, museu que tivemos o prazer de visitar. Outra paragem obrigatória é o castelo que é usado pela família real deste país que é ainda uma monarquia.
As ilhas do "arquipélago"
As ruas no centro de Estocolmo
Para além destas visitas obrigatórias, embarcámos num dos muitos barcos que percorrem os canais da cidade. A ideia de canal pode fazer lembrar Aveiro ou Veneza, mas é completamente diferente: são zonas amplas e cheias de pequenas ilhas, com casas esplêndidas, todas com um pequeno ancoradouro. Estocolmo têm também surpreendentes e inesperadas atracções gastronómicas: recomendamos vivamente as famosas "meatballs" e os muffins de banana do SevenEleven.
De barco pelos canais
Vista da cidade de Estocolmo ao entardecer
Aqui tomámos então a decisão de alugar um carro e partir à descoberta da região. Mais uma vez utilizámos uma das majors do ramo e o carro mais barato que havia por lá. Desta vez calhou um Hyundai Atos Prime, uma linda "pandeireta" vermelha que nos acompanhou fielmente durante os quase 4000 kms que tínhamos pela frente.
O "bólide"
(Fim da parte 1)

Ir para a 2ª parte da viagem
Posted by Paulo Correia at 01:00 1 comments
Escandinávia 2006 - O Percurso
Mais de 3500Km em dez dias por paragens nórdicas!
(clicar na imagem para ampliar)
Ir para a 1ª parte da viagem
Labels: Escandinávia
Posted by Paulo Correia at 00:00 0 comments

